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Diálogo sobre De quem é a Terra Santa? expande-se

Contrapontos ao texto de Ferreira a respeito da obra de Chapman

A obra De quem é a Terra Santa? – O contínuo conflito entre Israel e a Palestina, de Colin Chapman, publicada pela Editora Ultimato em parceira com o Martureo e o Seminário Teológico Servo de Cristo, tem provocado a discussão de ideias.

No último dia 22 de outubro, Magno Paganelli publicou em seu blog extenso contraponto ao último texto de Ferreira. “A crítica feita à política adotada pelo governo de um país não expressa o desejo nem o esforço pelo extermínio daquele que é criticado”, afirma Paganelli. Ele também elenca pontos – como a lei da nacionalidade e a proibição de casamentos mistos – que levariam, em sua opinião, o Estado de Israel a ser caracterizado não como uma democracia, mas como uma “etnocracia”.

Qual seria o posicionamento de Jesus diante de tudo o que foi exposto? Deixe sua opinião ao final!

Seguem links para os os textos na ordem em que foram publicados a fim de que o leitor acompanhe a discussão e com ela contribua lembrando, mais uma vez, que valorizamos a liberdade de poder expressar opiniões diferentes mantendo a unidade do Espírito pelo vínculo da paz (cf. Ef 4.3).

7/8/2018 – Resenha de Franklin Ferreira sobre o livro De quem é a Terra Santa?

13/9/2019 – Resposta de Colin Chapman à resenha de Ferreira

13/10/2019 – Resposta de Ferreira ao texto de Chapman

22/10/2019 – Resposta de Magno Paganelli aos pontos levantados no último texto de Ferreira

E quanto aos nossos irmãos em Cristo árabes palestinos?

Em comentário no post de Ferreira “Resposta a Colin Chapman…” do dia 13/10/2019, Marcos Amado, Diretor do Martureo, escreveu:

Muito obrigado, Rev. Ferreira, pela detalhada resposta a Chapman. Há duas semanas, conversei com um acadêmico judeu em Jerusalém e ele comentou que acadêmicos judeus e árabes palestinos não conseguem chegar a um acordo sobre as diferentes narrativas, nuances e responsabilidades históricas. Mesmo quando a conversa é somente entre judeus, ou somente entre árabes, existem diferentes posicionamentos e conclusões. Mas, apesar de as discussões relacionadas aos aspectos históricos serem muito importantes, o que me chama muito a atenção nessas conversas é a quase total ausência de menção aos cristãos árabes palestinos.

Há alguns dias, regressei de um período de dois meses convivendo com os irmãos e irmãs árabes palestinos do Bethlehem Bible College (Seminário Bíblico de Belém). Escutar a angústia e os muitos problemas que enfrentam como resultado do que eles (justa ou injustamente) denominam de ocupação é bem triste (um exemplo é este projeto cristão que visitei: https://vimeo.com/29677206 ). São nossos irmãos em Cristo. Obviamente não podemos ser coniventes com as atrocidades realizadas pelos palestinos muçulmanos radicais e precisamos entender que qualquer Estado (entre eles Israel) tem o dever e o direito de defender seus cidadãos contra qualquer ameaça. Mas, mesmo se entendermos que, biblicamente falando, Deus continua tendo um plano especial para o povo judeu, isso não significa que exista algum mandamento bíblico que nos obrigue, como cristãos, a apoiarmos indiscriminadamente o moderno Estado de Israel, seu governo e suas injustiças. Ou seja, a meu ver o ‘povo judeu’ bíblico não é sinônimo de ‘moderno Estado de Israel’. Podemos ser totalmente ‘pró-judeus’ sem sermos ‘pró-Estado de Israel’ ou pró-governo de Israel. E isso não tem a ver com antissemitismo, mas sim com uma preocupação bíblica sobre justiça, amor ao próximo e amor aos irmãos da fé, como claramente ensinados no Antigo e no Novo Testamento (este texto, escrito dias atrás por um líder cristão árabe palestino, chamou-me muito a atenção: http://www.comeandsee.com/view.php?sid=1380 ). Mas, mais uma vez, obrigado pelo diálogo. Continuo à disposição para tomarmos aquele café que estamos ensaiando há algum tempo. Fraternalmente em Cristo, Marcos.

Cristãos palestinos escreveram o Documento Kairos, que traz a palavra deles para o mundo sobre o que está acontecendo na Palestina. A partir desse documento, criaram o movimento Kairos Palestine, que defende o fim do que eles denominam “ocupação israelense”. Eles declaram: “Nossa palavra é um clamor de esperança, com amor, oração e fé em Deus. Dirigimo-nos antes de tudo a nós mesmos, e depois a todas as igrejas e cristãos do mundo, pedindo-lhes que se posicionem contra a injustiça e o apartheid, exortando-os a trabalhar por uma paz justa”.

Quer conhecer mais como cristãos têm atuado na Palestina?

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