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O evangelho em Moçambique

Com 30 milhões de habitantes, o país tem uma presença significativa de muçulmanos no Norte: 20% da população

O Martureo valoriza e apoia o aspecto transcultural na Missão, ainda que considere o envolvimento da Igreja com a Missão de Deus muito mais abrangente (você pode ler a respeito disso no artigo As cinco marcas da Missão).

Nestes tempo de pandemia (ou pós-pandemia em alguns países), falamos sobre o trabalho de algumas famílias brasileiras de missionários pelo mundo: Tailândia, Norte da África e, inclusive, Moçambique (Família Fais e Silva).

Em quarentena na cidade de Lichinga, no norte de Moçambique, está a família Yoshimura: o casal Roger e Ludmila com os filhos Eduardo, Débora e Daniel. Enquanto aguardam a flexibilização das medidas restritivas por conta da Covid-19 (pelo menos até o final de junho a quarentena está mantida por lá), eles seguem com o ministério digital que já tinham para levar o evangelho ao povo moçambicano, o ConhecerDeus.org.mz, cujos resultados têm sido muito positivos. Durante a pandemia, eles também se envolveram com a produção de máscaras para serem doadas à população local e com o treinamento de voluntários da comunidade para serem replicadores de informações sobre medidas básicas para contenção da propagação do novo coronavírus.

Por ora, as aulas do Curso Básico de Teologia – voltado à formação de pastores e líderes cristãos locais, com duração de 2 anos – estão suspensas. Tão logo seja possível, os mais de quarenta alunos devem retomar o curso. “Precisamos de mais professores. Éramos três, mas um precisou deixar o campo. Talvez recorramos a professores de fora que possam vir temporariamente para ministrar alguma disciplina. Brasileiros que lecionam Teologia no Brasil são muito bem-vindos!”, diz Roger.

Outro projeto que os Yoshimura aguardam para iniciar é o de treinamento profissionalizante. “Será on-line, já temos a metodologia (software), mas necessitamos de dois computadores ainda, algo em torno de 4 mil reais”, explica. Eles também têm planos de plantar uma igreja onde hoje funciona o seminário.

Por que Lichinga?

Moçambique é um país com cerca de 30 milhões de habitantes. Metade da população declara-se cristã (católicos e protestantes), e 20% dos moçambicanos são muçulmanos. Lichinga é uma cidade da província de Niassa, no norte do país, região que concentra a maior parte dos que professam a fé em Alá. A capital, Maputo, fica em uma província mais ao sul de Moçambique, e está próxima à fronteira com a África do Sul.

Além de o Norte concentrar mais muçulmanos, as condições de vida nessa região são ainda mais difíceis que no restante do país. Para se ter uma ideia, a Família Yoshimura está a 12 horas de carro de um dentista (e quando o Martureo entrevistou Roger, ele estava com dor de dente, e impossibilitado de se deslocar para ter algum atendimento!).

Ao lado da província de Niassa, fica a província de Cabo Delgado, que enfrenta sérias instabilidades por conta de grupos insurgentes locais. As notícias sobre ataques e mortes são frequentes, e recentemente alguns missionários tiveram de ser evacuados da região por conta de segurança.

Apoio financeiro e em oração

A Família Yoshimura está ligada à Sepal aqui no Brasil, e atua em no campo em cooperação com organizações como a SIM. Eles obtêm o sustento de contribuições de igrejas locais no Brasil e de cristãos brasileiros. Como já mencionamos em posts anteriores sobre outros missionários transculturais, com a forte alta do dólar, o que chega para eles em Moçambique sofreu um decréscimo em torno de 30%.

 

Quer fazer contato com a Família Yoshimura?
roger.yoshimura@sepal.org.br
+258 84 0571264

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